quarta-feira, 22 de maio de 2019

Descarrego II


DESCARREGO

Desmonto
Destrato
Descarrego

Desfumo 
Desbebo

Está escrito
Digo o que vejo

Olhos abertos
Ouvidos atentos
Enquanto pelejo


Zelador d'Santo



ZELADOR D'SANTO

Oh Pai Divino;
Único Santo

Zelo esta linha
Como zela-se o pão
Como zela-se o pássaro
O touro, o cavalo e o cão
Como zela-se o peixe, o lobo e o leão
Como zelam-se as flores, o ar e o brasão
Como zela-se o sangue, o raio e o trovão

Zelo esta linha
Como zela-se o sim e o não
Como zelo o Cordeiro
Ao zodíaco inteiro
No coração

Livre


LIVRE

Liberto-me das amarras
que o diabo tramou

No dia-a-dia,
a hora chegou

Livre das trevas

às claras 
Quem sou

O machado rompendo correntes
Chuva, raio e trovão

O segredo guardado na alma
cumprindo a missão

Mantendo a calma
glória na guerra
honra à nação

Mundo Punk



MUNDO PUNK

Mundo punk 
Vinho e cigarros

O abismo mostrado
Frente ao escarro

Carta branca
Carta fora do baralho

A fumaça na praça 
O orgulho no trabalho

As tribos 
e o caminho cruzado
pelos velhos sonhos trocados 
nem tudo estava certo
nem tudo estava errado

O fumo está no mercado,
assim como a canha,
sendo negociado

Pelos velhos sonhos trocados

Na encruzilhada, a sacada 
ao povo desarmado

ao tempo livre 
esgotado

Toca Raul,
disse Saul,
ao som tocado

Mundo punk 
Vinho e cigarros

O abismo mostrado
Frente ao escarro

Caçados


Feito a caça
O que quer que vos faça,
Quanto à cachaça?

Exu foi contratado
Caboclo sabe assoviar
Nada estava errado
Até a mesa virar

Certo é o que digo
Sei o que preciso
Em frente
Irei buscar

Buscado este 'estado'
D'espirito ou d'consciência

Até que seja atendido
O quanto antes,
A preferência

terça-feira, 7 de maio de 2019

Descarrego



DESCARREGO 

Caminhando
ao descarrego

desfumo
e desbebo

desmonto
e desvelo

destrato
e desmancho

o novo
e o velho

Recriado espelho
na terra escrevo

no ar recito
no céu, escrito
o texto

Pretexto que diz
ao mestre e aprendiz

Ao mago iniciado 
o mundo encantado

quarta-feira, 24 de abril de 2019

CAVALEIRO JUSTO


CAVALEIRO JUSTO

Montado sobre ninguém
Desconheço nenhum
Embora somos um

O preto no branco 
é cinza

Ao Zero
o ferro relincha

Ao Mago
o machado uiva

Ao Mestre
o texto ruge
a pura seiva

Ao Deus d'Guerra
Os trabalhos na Terra

Eu Sou está conosco
Face a face, no rosto
ou no olhar

À fé
A gente é
Axé

terça-feira, 16 de abril de 2019

"DESTALHO"



DESTALHO

Ao trabalho
ou retalho?

Corra 
ou morra
no talho

A fumaça
é trapaça
que está no baralho

Caralho?
Cascalho?
Alho ao vampirismo
Ao confucionismo
Ao ficcionismo
Ao fetichismo

Estamos aqui
no mar das ideias
sangue nos olhos
éter nas veias


quinta-feira, 28 de março de 2019

Velho Mestre



Quando baixa o velho
A velha banda aparece 
Como entidade terrena

A ouvir o mestre dizer
'O Novo Sou Eu'

Tal como pensar diferente
Para evitar julgar-se igual

Ao oposto 
Ao contrário
Nem o mesmo
Ou o tal

Dia a dia, com certeza 
Ano a ano, vira a mesa

Acabou
Este é o início

Como ciclo 
Sazonal

Elipses 
Na espiral

Sempre em frente 
Toda a vida

Chegada 
E despedida

Juntos
Um só

Como o filho que tornou-se pai

Já agora
Irmão lobo
Cá estamos
Porta a dentro

Neste encantado 
Momento

Sem entrada 
Sem saída

Na jornada
A vida

Na magia 
O axé

Irmão Lobo

Mais em conta?
Não tem preço?
O quanto antes?

Diria o lobo do homem
Em corpo são
E mente sã

Pilantragem
Não é morder a maçã

Malandragem
Não fuma gudang

Diria a loja ao terreiro
Na banda mais vale ser guerreiro
Que julgar-se o Kãn


sexta-feira, 22 de março de 2019

Elixir dos sapos

Seu lesma estava lento
Pegou carona no vento
E tornou-se campeão

O tempo era seu alento 
Embora nem sempre atento
Pôs o peixe no pão

O porco tocava banda
O pato contava histórias 
Para boi dormir

O touro estava sentado
Com o Leão do lado
E o cordeiro a sorrir

Eram tantos zombeteiros
Engolindo sapos
Como elixir


Oh Barata

Encantada barata
Nem mie; Nem lata

Nesta apaixonada ata 
Quem não é cara 
Destrata