quarta-feira, 6 de julho de 2011

Buscar a meta

Hoje tento entender
O que as linhas todas vem dizer
Sobre o tempo e o suceder
Hora de plantar e colher

Alguns começam mais cedo
Se formam, se casam, aposentam
Outros mais tarde conseguem
Mas só vencem se merecem

Para que serviria o alvo sem a seta
Agora é hora de buscar a meta
Podemos começar uma dieta
Consciente, decidido e poeta

Juliano Dornelles

terça-feira, 14 de junho de 2011

Mago da paz

O louco que virou mago
Foi do fim ao começo
No caminho fez um estrago
Achou seu próprio endereço

Aqui, ali ou lá
Vive no sistema solar
Escreve o seu destino
Quando chega no lar

Nem todos o compreendem
Mas sempre sabe o que faz
E segue em frente contente
Plantando e semeando a paz

Tubo de ensaio

Alquimista que não deixa pista
Alcança o horizonte além da vista
Ultrapassa obstáculos no caminho
Bem acompanhado quando sozinho

Mistura o passado e o presente
Tudo num tubo de ensaio
E depois de romper a corrente
Assume-se trovão e raio

Mas em paz segue a luta
Guerreiro justo come a fruta
Navega em mar tranquilo
Repousa em sua conduta

Pai, filho e irmão

Como pai, filho e irmão
Sigo em luta constante
Somos um, Deus é três
Somos peregrinos viajantes

Atravessamos o céu
Atravessamos o mar
Descobrimos o véu
E sentimos o ar

Como águia ou leão
Como o aquário e os peixes
Virgem na casa do pão
Que alimenta com leite

Viagem

Chega uma mensagem
Uma carta em uma garrafa
Me preparo para a viagem
Para onde o sol não se apaga

Abro o caminho
Para os que forem depois
Num lugar onde cada um
Será quem um dia foi

Como irmãos do amor
E filhos de Deus
Semelhantes a uma flor
Que nasceu e cresceu

Instrumento de Deus

Em luta constante
Exorcisamos fantasmas
Em todo instante
Quando quebramos espadas

Com os pedaços seguimos
Abrindo estradas
Com o compasso consigo
Construir uma escada

Que me leva ao céu
Onde eu sou eu
Nasci, cresci, venci
Como instrumento de Deus

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Na Porto Alegre dos casais



Às vezes ando pela Andradas
Recorto o centro por suas escadas
Medito sob o sol de belas praças
Na Porto Alegre, minha amada


Este namoro segue pelo cais
Esquina democrática, Ipanema
Gasômetro, Marinha e toda a cena
Na Porto Alegre dos Casais


No Brique da Redenção saúdo todos
Chimangos, Maragatos;
Gremistas, Colorados
Gaúchos e outros loucos


Há sempre um fórum Social Mundial
Cosmopolita como um GRE-NAL
Como os profetas do Mercado Público
Como os atletas que estão por tudo


Moinhos de Vento sopram o recado
Sei que o Guaíba é um lago
Sendo poeta, sigo meu rumo
O Laçador é meu testemunho

terça-feira, 22 de março de 2011

Quanto (Lá Dó)

Quantas vezes preciso lembrar para esquecer

Quantos versos vou recitar para responder

Quantos passos preciso dar para percorrer

Quanto tempo vai levar para acontecer

Quantas músicas eu vou tocar para responder



Juliano Dornelles

Não importa

Não importa quantos erros cometemos na vida
Se nos arrependemos e encontramos a saída

Não importa o que ficou para trás
O que passou, passou, não volta mais

Não importa o que você falou
Não importa o que você pensou
Eu sei tudo o que eu fiz
Não importa o que você me diz


Juliano Dornelles

Para que fazer a Guerra (Lá dó)

Para que fazer a Guerra
Se melhor é a paz na Terra

Perdoar sempre será
Bem maior do que vingar

É melhor viver a vida
do que sentir toda a justiça

Juliano Dornelles

sexta-feira, 11 de março de 2011

Todo dia é dia

Quinta-feira é dia de cortar as unhas
Compro sexta para não faltar segunda
Pois segunda não é dia de gastar

No sábado, limpo a minha casa
Domingo tomo chimarrão na praça

Terça é mais um dia de trabalho
E na quarta eu também malho

Todo dia é dia de aventura
Seguir nessa jornada nada dura
Enfrentar os problemas as escuras
E manter-se na boa compostura


Juliano Dornelles

quinta-feira, 3 de março de 2011

Continuar



CONTINUAR

O segredo é continuar
Persisitr e perseverar
Pra colher tem que plantar
E para ser é preciso amar

Desistir não é para nós
Desatamos todos os nós
Siga sem olhar pra trás
Seu destino é você quem faz

Sempre em frente é o caminho
Sei que nunca estou sozinho
Rompo cordas e correntes
E caminho sempre em frente


Juliano Dornelles