terça-feira, 18 de outubro de 2011

Com a seta no peito

Bons testemunhos já dei
Sem pedir nada em troca
Se há quem me negue o mesmo
Qual será o mal que lhe toca?

Pois pouco adianta citar qualidades
Se também apontar-me um defeito
Seria melhor guardar a verdade
Que acertar-me a seta no peito

Me mereço

Me pergunto sobre a cena
Ou o motivo do poema
Nem precisaria ser uma ave
Para sentir tamanha pena

É preciso romper o trabalho
Versos em versos quebram o galho
Entre textos, sons e imagens
Vejo o futuro no baralho

E sempre digo ao freguês
Volte sempre mais uma vez
Quanto mim, descanso assim
Acho melhor que a embriaguez

A alquimia do descanso
Se traduz no recomeço
Se a continuação prosperar
Pensarei que mereço

A regra é outra

E antes de ir pra cama
Nos resta um voto de boa semana
Abraço pro sobrinho e pro tio
Beijo pro mano e pra mana

No mais segue o baile
Com canastra de ouro
Revido, retruco e protesto
Com contra-flor ao resto

Se o coringa é sem naipe
Descubra onde linka este site
Pois para entender este jogo
Saibas primeiro brincar com fogo

Nem Cristo agradou a todos

Às vezes me pergunto
A que direção vai isto tudo

Realmente me encontro confuso
Confesso que pouco entendo o mundo

Idéias brilhantes sem seguidores
Enquanto do outro lado dos bastidores ...

Ninfetas dançando funk
Palhaços te mandando longe
Conseguem mais acessos que os punks
E mais adeptos que os próprios monges

Para aonde iremos neste sentido
Me dê pelo menos um motivo
De não levar a vida a sério
E trocá-la por meros risos

Seguirei na minha conduta
Pouco me importa se sua puta
Tem mais procura do que Jesus

Fortalecerei a minha luta
Isto tudo não me assusta
Jamais fugiria da cruz

Segue a luta

Segue a busca na labuta
O cego enxerga e o surdo escuta
Que a esperança ressuscita
Quando se conserta a conduta

Um bom motivo é encontrado
Para irmãos seguirem lado a lado
Em construtiva e sadia disputa

A semente é lançada à terra
E como a paz vence a guerra
Germina e gera a fruta

Pois há uma luz nesta estrada
Rompendo as trilhas da madrugada
Seja na cruz ou na espada
Hey de vencer esta luta

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Opção

Há quem me peça um recesso
Outros perguntam o que eu peço
E se perguntam se eu mereço

Mas segue o baile disse o gaiteiro
Darei um tempo no meu terreiro
Estou fugindo de confusão

Sei muito bem o que eu quero
Hoje descanso no meu puleiro
Para assistir televisão

Depois talvez outra toureada
Ser búfalo ou ser toureiro
Vai além da opção

Vencer nos caminhos da vida

Uma pausa para um verso
Confesso estar disperso
Mas aqui comigo mesmo
Projeto e construo o universo

Uma pausa para refletir
Há tantos motivos para sorrir
É claro que se plantar é colher
Acreditar será conseguir

Uma pausa e mais uma pausa
Não mais um rebelde sem causa
Agora com plano e  meta bem definida
Vencendo e para vencer nos caminhos da vida

Seja um exemplo de superação

A volta por cima
Te digo meu amigo
Que vale a pena

Liberte-se destas amarras
Arrebente estas algemas
E preste atenção no poema

Se quer corrigir alguns erros
Renunciar todo o pecado
Com fé nos seus desejos
De reparar algum estrago

Se tem preguiça, gula ou vício
Se anda perto do precipício
Se sente raiva, ou mesmo ódio
E ainda quer chegar no pódio

Se já teve perdas no caminho
Se as vezes se vê sozinho
Mas não desiste dos seus sonhos

Te digo agora neste momento
Vamos a luta, ainda é tempo
Não vale a pena ficar parado

Trabalhe, estude, cuide da alma
Pratique esportes com amor e calma
Durma bom sono no seu colchão
Cuide também da alimentação

Pois você faz o seu futuro
Podes romper todos os muros
Com amor no coração

É só seguir sua jornada
Encarar de frente a estrada
E assumir sua missão

Algumas perguntas

Às vezes me pergunto qual é a saída
Além de ordem e progresso no dia a dia

Às vezes me pergunto qual o segredo
Além de continuar lutando pelos desejos

Mas sei que mais importa o amor pela vida
Do que o dia da semana, ou a cor da camisa

Amando a si mesmo se alcança o alvo
Contudo é preciso ser mais esperto
Dos erros de antes agora me salvo
Ser bom amante é fazer tudo certo

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Primeiro poema

No meu primeiro poema
Reconhecido e premiado
Não usei o palavreado
Mas um desenho ilustrado

Imagem em vez de palavras
Paisagem de minha infância
O sol iluminando a praça
De mãos dadas, crianças

O vendedor de picolé
Stands de muitos livros
Leitores compulsivos
E eu mascando chicletes

Nem imaginava que aquele desenho
Ilustra o inicio de um empenho
Com lápis, papel, giz de cera
Amor e muita fé

Juliano Dornelles

O alcance do poeta

Se o perdido é encontrado
Acerta ao concertar o estrago
Concerta para ficar acertado
E desenha no seu velho quadro

Um futuro ao alcance do poeta
Sem repetir os erros de antes
Mas acertando em todo o instante
Seguirá sempre adiante da meta

O homem na estrada inspira ação
Descreve a mente sã e renovada
Numa canção cifrada
Pelo próprio coração

Se um grito mudo nada muda
Como era no princípio sempre será
E o alcance do poeta
No próximo poema revelará

Juliano Dornelles

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Buscar a meta

Hoje tento entender
O que as linhas todas vem dizer
Sobre o tempo e o suceder
Hora de plantar e colher

Alguns começam mais cedo
Se formam, se casam, aposentam
Outros mais tarde conseguem
Mas só vencem se merecem

Para que serviria o alvo sem a seta
Agora é hora de buscar a meta
Podemos começar uma dieta
Consciente, decidido e poeta

Juliano Dornelles