terça-feira, 7 de maio de 2019

Descarrego



DESCARREGO 

Caminhando
ao descarrego

desfumo
e desbebo

desmonto
e desvelo

destrato
e desmancho

o novo
e o velho

Recriado espelho
na terra escrevo

no ar recito
no céu, escrito
o texto

Pretexto que diz
ao mestre e aprendiz

Ao mago iniciado 
o mundo encantado

quarta-feira, 24 de abril de 2019

CAVALEIRO JUSTO


CAVALEIRO JUSTO

Montado sobre ninguém
Desconheço nenhum
Embora somos um

O preto no branco 
é cinza

Ao Zero
o ferro relincha

Ao Mago
o machado uiva

Ao Mestre
o texto ruge
a pura seiva

Ao Deus d'Guerra
Os trabalhos na Terra

Eu Sou está conosco
Face a face, no rosto
ou no olhar

À fé
A gente é
Axé

terça-feira, 16 de abril de 2019

"DESTALHO"



DESTALHO

Ao trabalho
ou retalho?

Corra 
ou morra
no talho

A fumaça
é trapaça
que está no baralho

Caralho?
Cascalho?
Alho ao vampirismo
Ao confucionismo
Ao ficcionismo
Ao fetichismo

Estamos aqui
no mar das ideias
sangue nos olhos
éter nas veias


quinta-feira, 28 de março de 2019

Velho Mestre



Quando baixa o velho
A velha banda aparece 
Como entidade terrena

A ouvir o mestre dizer
'O Novo Sou Eu'

Tal como pensar diferente
Para evitar julgar-se igual

Ao oposto 
Ao contrário
Nem o mesmo
Ou o tal

Dia a dia, com certeza 
Ano a ano, vira a mesa

Acabou
Este é o início

Como ciclo 
Sazonal

Elipses 
Na espiral

Sempre em frente 
Toda a vida

Chegada 
E despedida

Juntos
Um só

Como o filho que tornou-se pai

Já agora
Irmão lobo
Cá estamos
Porta a dentro

Neste encantado 
Momento

Sem entrada 
Sem saída

Na jornada
A vida

Na magia 
O axé

Irmão Lobo

Mais em conta?
Não tem preço?
O quanto antes?

Diria o lobo do homem
Em corpo são
E mente sã

Pilantragem
Não é morder a maçã

Malandragem
Não fuma gudang

Diria a loja ao terreiro
Na banda mais vale ser guerreiro
Que julgar-se o Kãn


sexta-feira, 22 de março de 2019

Elixir dos sapos

Seu lesma estava lento
Pegou carona no vento
E tornou-se campeão

O tempo era seu alento 
Embora nem sempre atento
Pôs o peixe no pão

O porco tocava banda
O pato contava histórias 
Para boi dormir

O touro estava sentado
Com o Leão do lado
E o cordeiro a sorrir

Eram tantos zombeteiros
Engolindo sapos
Como elixir


Oh Barata

Encantada barata
Nem mie; Nem lata

Nesta apaixonada ata 
Quem não é cara 
Destrata



Cabra Preta

Oh cabra preta
Enquanto uso a caneta
Não me faça careta

Hórus, Marduk, Dionisio
Krishna, Odim, Ternurius
Apolo

Também sabem a etiqueta

Venha provar o chimas
Ou te como a brusqueta


sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

À frente


À FRENTE 

A volta por cima
O pulo do gato

O nome nos livros
Corridas d'rua
Medalhas ao ato

Pelo mérito próprio
Passando a encruzilhada
Onde fui deixado
A fazer o pacto

O diabo queria fumar
O diabo queria beber

Mas o céu mostrou-me a verdade

Ar puro 
Luz diurna
E sobriedade

Mais que gelo no Whisky
Ou amor pela cidade

Eis o mundo em que vivo
O próprio inferno e o paraíso

Do limão à limonada
Ainda estou na estrada

Ao caminho
Sempre em frente
A jornada 


sexta-feira, 25 de janeiro de 2019

Ao pastoreio



Olho no peixe, 
Olho no gato

Ora, o peixe fugiu
O gato miou

O cão latiu
O lobo uivou
À desgarrada 
Ovelha

Oh velha
Entenda isto

O poeta
Ao pastoreio

Sangue no olho
Faca na bota
Verso na agulha
Tiro no pé



(...)




Eram felizes e não sabiam 
Queriam algo além do que tinham

Trocaram tudo por pouco mais que nada
Esqueceram o limão à limonada

Já nem lembram o que foi bom
Mas ainda ouvem o velho som

O pássaro ao despertar do dia
O rock, a magia e alquimia

Nem tudo é como a gente quer
O garfo aprende a escolher a colher


quarta-feira, 19 de dezembro de 2018

SARAVAMOS




Dizem que vendiam-se por aqui 
Ainda querem nos ver e ouvir
Quem sabe estão levados aqui?

Seus vultos aparecem
Quando nos oferecem espelhos
Quebrados espelhos

Nas encruzilhadas, encaminhados
Oh Banda, que toca aqui
O que ganho com isto?

Que paulada?
Que pedrada?
Que pai sou eu?

Ainda perguntam o caminho
O que fazer e onde ir
Que estrada percorrer

Ninguém chamou,
Mas vim pra dizer

Saravamos, oh pombas
O giro sou eu