terça-feira, 13 de julho de 2010

Frases I

'If I could I would work drinking wine, smooking a cigarette and without shoes'

'I can face a hard word but with a soft drink'

'We are one, God is three'

'Go see if I´m not on the corner, please'

'Follow my ideas, but not my steps'

'Many ways to only one target'

'I know the true, but the true is a big mistake'

'My pen is my weapon and to write is my cup of tea'

Juliano Dornelles

segunda-feira, 5 de julho de 2010

A vida continua

Sem fugir da meta, ser humano... ser poeta
Com um pouco de turista e atleta
Depois de tentar a décima dieta
Sinto no peito a mais dura seta

Nada mais prometo, se não me comprometo
A abstinência é a ciência que me afeta
Da fortaleza e da sabedoria faço a minha escolha
Uma escolha simples, mais que predileta

Mas a imperfeição ainda me limita
Se quiser ouvir, ouça... aquele que te grita
Que mesmo estando vivo, ressucita
Antes duvidou, mas agora acredita

Certas coisas não servem mais para mim
Não é tão simples, mas tem de ser assim
Este não é o começo e também não é o fim
Seja o teu não, não, e o teu sim, sim

A vida segue e não vejo ninguém na lua
To bem em casa, e não preciso sair pra rua
Cada um, cada qual, cada um na sua
Se a vida segue, a vida continua

Juliano Dornelles

terça-feira, 29 de junho de 2010

Canção da Noite (Lá- Ré+)

Prédios e luzes acesas
Por trás dos prédios, mil estrelas
E uma única certeza
Que estamos entre elas

Imagens na televisão
Em nós, tanta imperfeição
Só me diga sim ou não
Se houver lugar no coração

O Mundo é tão pequeno
Já provei do seu veneno

Hoje já sei quem sou
De onde vim e para onde vou


Juliano Dornelles

domingo, 27 de junho de 2010

Encontro da terra

Como Bugre reflito
Sigo o caminho
Vencendo o conflito

Sem mais delito
Mesmo sozinho
Toco o apito

Como um índio Xamã
Caboclo ou Pajé
Tupanciretã
Sei quem ele é

Negrinho do Pastoreio
Achou quem tava perdido
De longe ele veio
Bem decidido

E disse pro Preto
'Sai do meu lado'
'Não te quero por perto'

Que resposndeu
'Tudo errado'
E depois 'tudo certo'

Tentou transformar
Mas não conseguiu
Caboclo assoviou
E o Pajé sorriu

Negrinho continuou
E disse denovo
E ainda explicou
Para todo o povo

'Não creio em Exú
Egum ou Zumbi'

'Nem Preta, nem Gira
Existem aqui'

Chamou Touro-sentado
Que trouxe do lado
Sepé Tiarajú

Que com arco e flecha
Quebrou uma rocha
E matou o urubú

Me pediu o cachimbo
E um gole do amargo
Saiu sorrindo
Com o Saci assustado

Clamou à mãe terra
O ar e as estrelas
E a luz na caverna
Surgiu para as feras

Disse meu nome
Bem claro, bem alto
E disse 'não some'
'Nem foge do asfalto'

Marcou o retorno
Me disse a data
Me deu um adorno
E uma lança de prata

Até hoje espero
Com punho de ferro
Não sei se acerto
Mas sei quando erro

Com chá de folhagem
E sinal de fumaça
Venci a estiagem
Virei a cachaça

Um dia descubro
A origem de tudo
O fim e o começo
Do meu sangue rubro

O tambor me espera
Na Paz ou na Guerra
De dia e de noite
Sou fruto da terra


Juliano Dornelles